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Mudar.De.Pele

Astrologia, Desenvolvimento Pessoal e Humano em doses homeopáticas.

05 de Janeiro, 2025

Não é que o mundo esteja contra ti, as pessoas é que estão a favor de si mesmas!

Miriam Pacheco

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Não impor limites é um convite para faltas de respeito e abusos. Por vezes, a necessidade de ter de delimitar fronteiras pessoais é imcompreendida, tanto pelos outros, como por nós mesmos. É um terreno minado que exige algum jogo de cintura. Podemos acabar por colocar muros altos demais entre nós e os outros e não permitir que mais ninguém entre na nossa vida, acabando, assim, por ficarmos aprisionados na nossa própria proteção. Podemos considerar que de algum modo e por magia, a outra parte vai entender sozinha qual é o seu/meu/ nosso limite e respeitar-se/me/nos...

 

Mas a realidade é que a imposição de limites ou delimitação de fronteiras é uma questão vital para a construção de relacionamentos saudáveis e positivos ou, por vezes na melhor das hipóteses, uma convivência educada e cordial entre duas pessoas. Bassicamente consiste num passe de bola em que a outra parte fica à espera de ver como nos comportamos, para assim construir, entre outras perspetivas, um modo de se relacionar connosco. É apenas uma componente social do ser humano!

 

Existem momentos em que estabelecer fronteiras é extremamente cansativo. Penso que isso acontece devido a (nesta lista não foram consideradas questões como o cansaço psicológico, a depressão etc):

  •  estarmo-nos a conhecer e a definir os nossos próprios limites enquanto pessoa;
  • pensarmos que, tal como nós, o outro tem o bom senso (seja lá isso o que for!) de perceber/ sentir até onde pode ir;
  • sermos pouco assertivos ao demonstrar o nosso espaço pessoal;
  • termos perante nós, um outro completamente incompatível connosco;
  • vermos a definição de fronteiras pessoais com algo que exige uma grande reflexão e ponderação, sendo na verdade apenas um jogo social de retorno comportamental. 

 

No desembrulhar destes passes futebolísticos é muito curioso observar quando: o outro se sente ofendido por lhe mostrarmos que a partir de certa linha não permitimos que avance ou quando se vitimiza apelando, sub-repticiamente ou não, à nossa insensibilidade e falta de consideração perante as suas necessidades pessoais, sendo que ele não tem em consideração as nossas questões pessoais. Não vale a pena nos aborrecermos muito com isso porque, assim sendo, passámos a conhecer ainda melhor aquela pessoa e a sabermos ainda melhor como lidarmos com ela. Mais uma vez, apenas e só, feedback social! Sem stress!